Libertas: monotipias.

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Authors: Daniel Lucena da Hora Alves, D. Hora
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Abstract

Espinoza dizia que a liberdade possui um elemento de identificação com a natureza do "ser". Nesse sentido, ser livre significa agir de acordo com sua natureza. É pela liberdade que o ser se exprime como tal e em sua totalidade. Esta também é a sua própria realização, enquanto meta dos seus esforços. Assim, tendemos a associar a fruição da liberdade a uma determinação constante e inescapável. A técnica da monotipia, processo híbrido, entre a pintura, o desenho e a gravura, possui características próprias desta última, como a inversão da imagem. Mas está num intermédio em que aproxima-se do gesto da pintura, da mancha de tinta, ou do traço, da linha do desenho. Seu nome - mono (único) e tipia (impressão), é uma simplificação da potência da técnica, onde, em alguns casos é possível se conseguir mais de uma cópia, embora cada vez mais tênues e claras. Outra característica da monotipia é uma certa falta de controle sobre o resultado. Esta incerteza nos liberta, quando sabemos que a tinta, o papel, a pressão que fazemos, entre outras variáveis, podem interferir no que vai se ver, ao se desvelar a imagem. Esta “abertura” da monotipia é um campo fértil para o artista que quer experimentar, dentro de suas poéticas, processos e técnicas que lhe darão uma sensação de liberdade plena, e um exercício criativo poderoso com artistas em formação.Prof. Dr. Daniel da Hora - Coordenador do LAG.

Fields of Study & Subjects

Artistic and Creative Research Art Aesthetics and Perception Visual Culture and Art Theory

Publication details

Journal / source
Zenodo (CERN European Organization for Nuclear Research)
Publication date
23 February 2026
Language
PT
Document type
Book