Os “semitas” de Xangai

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Authors: Anna Maria Litwak Neves
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Abstract

Durante os anos 1930 e 1940, a perseguição aos judeus encontrou seu ápice na Europa. Enquanto a maior parte dos países, incluindo o Brasil, restringiu ou fechou completamente as portas para os refugiados israelitas, a cidade de Xangai, na China, foi um dos poucos destinos que não impôs restrições aos que chegaram, como demonstrou Ross (1994) e Meyer (1994). Assim, centenas de pessoas partiram para a China, porém se depararam com um ambiente difícil que exigia estratégias de adaptação diversas, ainda que sua estadia lá fosse, muitas vezes, temporária. Nesse ínterim, o consulado brasileiro de Xangai registrou diversos pedidos de visto e passaporte, seja pelos judeus que queriam migrar para o Brasil, seja pelos que queriam permanecer em Xangai gozando de uma prerrogativa legal concedida aos estrangeiros: o “Direito da Extraterritorialidade”. Esse artigo busca analisar os pedidos de visto e passaporte realizados por este grupo particular de judeus, levando-se em consideração o impacto das medidas restritivas do Estado Novo no processamento dessas solicitações.

Fields of Study & Subjects

Migration and Exile Studies Migration Refugees and Integration Diaspora migration transnational identity

Publication details

Journal / source
Semina - Revista dos Pós-Graduandos em História da UPF
Volume
24
Issue
2
Pages
e–2025023
Publication date
21 January 2026
Language
PT