Onde a farinha ensina: educação indígena Parintintin entre roçados, corpos e resistências
Abstract
Este artigo é uma ampliação do texto apresentado no Congresso Internacional Mundos Indígenas (COIMI), em 2024, e cartografa o processo tradicional de produção da farinha entre os Parintintin da aldeia Pupunha (AM), reconhecendo-o não apenas como prática alimentar, mas como expressão de saberes ancestrais, modos de existência e resistência. A teorização é atravessada pelo Programa Etnomatemática de Ubiratan D’Ambrosio, pelos pensamentos de Antônio Bispo dos Santos e pelas ideias de Ailton Krenak, compondo um campo rizomático de saberes. Nossa opção metodológica é Cartografia, que é entendida como um processo de pesquisa que se dá no entre, não definindo a priori um roteiro a ser seguido. Assim, a partir desse escopo teórico e metodológico, traremos nesse percurso nossa experiência no acompanhamento da maneira tradicional de produção, desde a colheita na roça até a torra da farinha. Trataremos ainda da importância da farinha para a comunidade, do valor comercial e da sua valorização no município de Humaitá-AM. Nesse contexto, teceremos ainda discussões sobre a educação indígena, acompanhando como esses saberes tradicionais atravessam, tensionam e dialogam com os espaços educativos na aldeia.
Fields of Study & Subjects
Indigenous Cultures and Socio-Education
Rural and Ethnic Education
Migration
Education
Indigenous Social Dynamics
Publication details
- Journal / source
- Caderno Pedagógico
- Volume
- 23
- Issue
- 1
- Pages
- e22800–e22800
- Publication date
- 13 January 2026