Quando o encantamento nos toca: o processo de formação em Pedagogia Griô
Abstract
O artigo apresenta uma reflexão sobre o processo de formação em Pedagogia Griô, a partir das experiências de três professoras(es) da rede municipal de Porto Alegre. O texto analisa como essa formação impacta não apenas a prática pedagógica, mas também a dimensão pessoal, afetiva e identitária das(os) educadoras(es). Destaca-se por trazer a cena educacional outras epistemologias confrontando o saber eurocêntrico tido como universal. A Pedagogia Griô, sistematizada por Líllian Pacheco e Márcio Caires, em Lençóis (BA), é inspirada na tradição oral, nos saberes ancestrais africanos e indígenas e em referências como Paulo Freire e a educação biocêntrica. Ela propõe uma integração entre escola e comunidade, valorizando histórias de vida, memórias, rituais, cantigas, danças e vivências de mestres da cultura popular. A partir da proposta descolonizada e insurgente é possível compreender o caminho traçado para a formação. As autoras destacam que a formação desperta sensibilidade, fortalece valores como escuta, respeito, coletividade e amorosidade, e contribui para uma educação decolonial. Assim, a Pedagogia Griô fortalece a identidade cultural e incentiva práticas pedagógicas baseadas no encantamento, no diálogo e na construção coletiva do conhecimento no ambiente escolar.
Fields of Study & Subjects
Race
Identity
and Education in Brazil
Rural and Ethnic Education
Critical and Liberation Pedagogy
Publication details
- Journal / source
- Caderno Pedagógico
- Volume
- 23
- Issue
- 2
- Pages
- e23272–e23272
- Publication date
- 28 February 2026
- Language
- PT