“Polinizando uma floresta inteira”: xamanismo e lugares mais-que-humanos na arte indígena contemporânea de Denilson Baniwa
Abstract
Há hoje no Brasil um crescente movimento de arte indígena contemporânea que efetiva práticas artivistas em prol de consubstanciar obras que reclamem pelos seus direitos e modos de olhar. Articulados entre experiências que permeiam os contatos arte-vida, eles conjuram encontros entre os mundos e as estéticas indígenas com os horizontes da arte contemporânea. Denilson Baniwa é um artista participe desse ímpeto de tensionamentos que se situam em-e-entre lugares, compondo obras que articulam arte-vida, xamanismo e cosmopolíticas para além do dualismo natureza-cultura. Nesse sentido, o presente ensaio visa desvelar como suas obras irrompem múltiplas possibilidades de compreensão dos sentidos mais-que-humanos dos lugares. Para tanto, parte dos referenciais da Geografia Cultural e da análise de quatro de suas obras – Pajé-onça hackeando a 33ª Bienal de Artes de São Paulo (2018), Tudo é gente (2020), Ecologia da polinização invisível (2022) e Tatá (2023) – associada à investigação de entrevistas e manifestos escritos por ou sobre o artista.
Fields of Study & Subjects
Art
Politics
and Modernism
Indigenous Cultures and History
Indigenous Studies in Latin America
Publication details
- Journal / source
- Revista da ANPEGE
- Volume
- 21
- Issue
- 46
- Publication date
- 25 January 2026
- Language
- PT