A ECONOMIA POLÍTICA NA ARTE: HEGEMONIA, MERCADO E COLONIALIDADE CULTURAL
Abstract
O presente artigo analisa como a arte, mais que uma expressão estética de desinteresse e de prazer, se constitui enquanto espaço de poder, de disputa simbólica e como mercadoria de um sistema global hegemônico. Assim, a partir de autores como Fiori, Cox, Gramsci, Bourdieu, Faria e Said, discute-se a arte como parte de uma economia política internacional, ao considerar a hegemonia cultural que se sustenta por mecanismos materiais e ideológicos. No mercado global da arte, a hierarquia reproduz desigualdades históricas entre centro e periferia ao consolidar um “espaço colonial cultural” ao moldar valores simbólicos de obras e legitimar narrativas eurocêntricas. Neste contexto, a posição de artistas periféricos neste meio é condicionada a sua adaptação ao olhar hegemônico. O estudo de caso da artista palestino-libanesa Mona Hatoum evidencia essa tensão: suas obras que refletem o deslocamento, o exílio e a resistência, ao ser prestigiada por instituições do Norte Global demonstra inserção e contestação das estruturas dominantes. Assim, conclui-se que o mercado da arte, ao mesmo tempo, em que reproduz hegemonias por meio da capitalização do simbolismo, também abre fissuras de resistência, nas quais a arte atua como espaço de enfrentamento e questionamento do “status-quo”.
Fields of Study & Subjects
Art
Politics
and Modernism
Arts and Performance Studies
Critical Theory and Political Philosophy
Publication details
- Journal / source
- Derecho y cambio social.
- Volume
- 23
- Issue
- 86
- Pages
- e4036–e4036
- Publication date
- 8 January 2026