INTERCULTURALIDADE E PRÁTICAS ANCESTRAIS EM UMA ESCOLA INDÍGENA

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Authors: Carina Alves Torres, Edinelma Alves de Sousa Resplandes, Felipe Wenderson Martins da Silva
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Abstract

O presente trabalho tem por objetivo geral abordar as práticas interculturais na Escola Estadual Indígena Mãtyk, localizada na Aldeia São José, Apinajé. Explanei as vivências interculturais durante o mestrado em Estudos de Cultura e Território-UFT, em que conheci os saberes ancestrais, metodologias ameríndias e práticas educacionais. Assim, a problemática que atravessa esse artigo é entender como a Escola Estadual Indígena Mãtyk, trabalha as práticas interculturais no ambiente escolar? Desse modo, parti da metodologia qualitativa, com o método da pesquisa participante, elencada na perspectiva decolonial. A decolonialidade implica na compreensão que estamos imersos no eixo moderno/colonial (Bergamaschi; Menezes, 2024, p.06), estrutura de poder imposta na educação indígena e em outras esferas sociais. Observo as práticas interculturais pelos contatos interétnicos, manifestadas no pátio, na escola e no posto de saúde da aldeia, perpetuadas na oralidade e cantorias. Assim, a pesquisa participante, possibilitou conhecer as metodologias e didáticas pedagógicas voltadas para a interculturalidade na Escola Estadual Indígena Mãtyk em conjunto com o conselho de educação Apinajé e a aldeia São José. É notório que nas últimas décadas a pauta educacional é discutida nesse território entre as lideranças e universitários Apinajé. Porém é possível observar essas práticas no currículo escolar, pautados na colonialidade, tais como no sistema de avaliação e estrutura arquitetônica escolar.

Fields of Study & Subjects

Indigenous Cultures and Socio-Education Migration Education Indigenous Social Dynamics Race Identity and Education in Brazil

Publication details

Journal / source
Derecho y cambio social.
Volume
23
Issue
86
Pages
e4053–e4053
Publication date
12 January 2026