RACISMO, SEXISMO E RESISTÊNCIA NO COTIDIANO ESCOLAR: UM ESTUDO SOBRE A EXPOSIÇÃO DE MENINAS NEGRAS EM REDES SOCIAIS A PARTIR DA VIVÊNCIA DOCENTE
Abstract
Este artigo analisa práticas de exposição não consentida e de violência simbólica contra meninas negras em redes sociais, no contexto de uma escola pública localizada no semiárido baiano. Com base na perspectiva interseccional e nos aportes do feminismo negro estudado e conceituado por autoras, como Costa, 2003; Crenshaw, 2002; Gonzalez, 2018; Collins (2019); Carneiro (2003); Costa (2003); Santana e Freitas (2023); e Gonzales (1984), a pesquisa articula gênero, raça, classe e território para compreender as violências simbólicas que atravessam essas estudantes. A metodologia qualitativa combina revisão bibliográfica e observações empíricas do cotidiano escolar de uma escola do interior baiano. As análises apontam que a escola, muitas vezes, reproduz práticas de silenciamento e julgamento, negligenciando os impactos da hipersexualização e da exclusão simbólica sobre meninas negras e periféricas. Defende-se a urgência de uma educação antirracista e inclusiva, que reconheça as desigualdades estruturais e valorize as vozes dessas jovens nos espaços escolares e digitais.
Fields of Study & Subjects
Race
Identity
and Education in Brazil
Gender
Sexuality
and Education
Critical Race Theory in Education
Publication details
- Journal / source
- Derecho y cambio social.
- Volume
- 23
- Issue
- 86
- Pages
- e4222–e4222
- Publication date
- 27 January 2026