ESTRATÉGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS PARA CONTROLE DA DOR CRÔNICA MÚSCULO-ESQUELÉTICA

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Authors: Isabela Nardelli de Mattos, Isabela Marinho Quintino Gomes, Isadora Fernandes Gonçalves, Rayla Rodrigues Soares, Livia Soares de Castro Lima, Larissa Gomes Melo Matos, Maria Clara Osório Magalhães, Larissa Pacheco Cabral, Lucas Dias Batista Dixini Naves, Thiago Quick Doll Mesquita, Luana Pentagna Guimarães Martini, ISABELA CAMPOS GUIMARÃES
+3 more Melissa Bottene Queiroz de Castro, CAMILLA NOVAES SAMPAIO, Fábio Vinícius Rocha
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Abstract

Introdução: A dor crônica músculo-esquelética (DCME), com prevalência global entre 20% e 33% da população adulta, representa um desafio de saúde pública complexo e de natureza biopsicossocial, impulsionando uma transição paradigmática do manejo farmacológico, de eficácia limitada e riscos significativos, para as intervenções não farmacológicas (ENF) como pilares fundamentais. Objetivo: O artigo visa desenvolver e sustentar um modelo integrado de intervenção não farmacológica para o controle da DCME, articulando mecanismos neurofisiológicos, dimensões psicossociais e condições de implementação. Metodologia: Foi conduzida uma revisão narrativa da literatura na base PubMed/MEDLINE, utilizando uma estratégia de busca específica que identificou 502 artigos inicialmente, sendo 118 selecionados após aplicação de filtros para meta-análises, ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas publicadas nos últimos cinco anos. Resultados: As evidências compiladas confirmam a robustez de uma ampla gama de ENF, incluindo exercício físico (aeróbico, de estabilização do core e yoga) para analgesia e melhora funcional; terapias cognitivo-comportamentais e baseadas em mindfulness, viáveis também em formatos digitais e por telessaúde, para modificar a relação com a dor; neuromodulação não invasiva (TENS, rTMS, tDCS) que atua nos circuitos neurais; além de realidade virtual, acupuntura em grupo e programas de autogestão. A maior eficácia é observada quando essas intervenções são combinadas em programas multidisciplinares estruturados. Conclusão: Conclui-se que o manejo eficaz da DCME requer a adoção de modelos de cuidado integrados, personalizados e escalonados, que priorizem as ENF ativas e combinadas, em detrimento de abordagens farmacológicas unimodais, representando um caminho promissor para aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida, embora persistam lacunas de evidência sobre sinergias entre modalidades e análises de custo-efetividade de longo prazo.

Fields of Study & Subjects

Musculoskeletal pain and rehabilitation Pain Management and Treatment Pain Mechanisms and Treatments

Publication details

Journal / source
Derecho y cambio social.
Volume
23
Issue
86
Pages
e4559–e4559
Publication date
5 January 2026
Language
PT