Discurso, poder e memória: uma arquegenealogia da produção literária da açorianidade em Santa Catarina
Abstract
O artigo analisa a literatura regional catarinense (1930–1950) como dispositivo discursivo na construção da identidade açoriana, articulando oralidade, memória e poder em sintonia com o nacionalismo do Estado Novo. A partir de Homens e Algas, de Othon Gama D’Eça, evidencia-se o papel da literatura na mediação simbólica entre norma e diferença. A abordagem é qualitativa e o método é a arque-genealogia, na perspectiva de Michel Foucault. A política linguística, representada por Serafim da Silva Neto, impõe o ensino da língua portuguesa “pura” como instrumento de unidade e controle identitário. Com base em Foucault, Deleuze, Hall e Bhabha, a pesquisa revela tensões entre ensino da língua, normatividade e subjetividades regionais.
Fields of Study & Subjects
Literature
Culture
and Criticism
Cultural History and Identity Formation
Cultural Identity and Heritage
Publication details
- Journal / source
- Derecho y cambio social.
- Volume
- 23
- Issue
- 87
- Pages
- e4491–e4491
- Publication date
- 5 February 2026