Limites à mundividência na formação do psicanalista: a topologia e o paradigma paterno na psicanálise
Abstract
Este artigo resulta de uma inquietação diante do apagamento da dimensão da aposta na psicanálise no atual contexto da falsa democratização da disciplina, a qual resulta numa transmissão mercadológica dessa prática. O texto parte da noção de incompletude dessa área topológica desde Freud, com uma definição que não apaga sua recolocação em questão mesmo através do uso do artifício topológico, pois a topologia não fornece uma mundividência. Para tanto, um exame da relação entre psicanálise, ciência e topologia será feito. A metodologia da pesquisa segue a trilha da vinculação entre prática, clínica e teoria, recolocando assim a topologia como limitada pela dimensão sexual da psicanálise, em sua teorização e prática. Além disso, será abordada brevemente a história da psicanálise lacaniana em solo brasileiro e alguns percalços que psicanalistas tiveram diante da mesma e do paradigma paterno que paira em qualquer dispositivo que julgue fornecer uma formação em psicanálise. Palavras-chave: Psicanálise; Mundividência; Topologia; Paradigma paterno; Formação do psicanalista.
Fields of Study & Subjects
Psychoanalysis
Philosophy
and Politics
Psychology and Mental Health
Psychoanalysis and Social Critique
Publication details
- Journal / source
- Revista JRG de Estudos Acadêmicos
- Volume
- 9
- Issue
- 20
- Pages
- e092908–e092908
- Publication date
- 5 February 2026