Papel, caneta e memória ancestral: a presença miranha na Universidade como resistência

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Authors: Jessica Amanda Batista da Costa, Ellen de Moraes e Silva
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Abstract

Este artigo constitui um ato de resistência e de reescrita histórica ao adotar a auto etnografia como método de análise da experiência da juventude Miranha no acesso e permanência no ensino superior. A partir da voz da autora, pertencente à etnia Miranha do Médio Rio Solimões, evidencia-se a tensão constante entre a memória ancestral, marcada pela preservação da língua, da pintura corporal e dos saberes da floresta e os desafios impostos pelo ambiente acadêmico, como o racismo, a solidão e o apagamento identitário. O objetivo central é conferir visibilidade às trajetórias educacionais indígenas, articulando-as às lutas coletivas por direitos e pela demarcação territorial. Conclui-se que a presença Miranha na universidade, sustentada por papel, caneta e memória ancestral, transforma a educação em um novo ritual de resistência, imprescindível para a ressignificação do conhecimento e para a garantia da sobrevivência física e cultural do povo.

Fields of Study & Subjects

Migration Education Indigenous Social Dynamics Indigenous Cultures and Socio-Education Race Identity and Education in Brazil

Publication details

Journal / source
Cuadernos de Educación y Desarrollo
Volume
18
Issue
1
Pages
e10573–e10573
Publication date
16 January 2026