Papel, caneta e memória ancestral: a presença miranha na Universidade como resistência
Abstract
Este artigo constitui um ato de resistência e de reescrita histórica ao adotar a auto etnografia como método de análise da experiência da juventude Miranha no acesso e permanência no ensino superior. A partir da voz da autora, pertencente à etnia Miranha do Médio Rio Solimões, evidencia-se a tensão constante entre a memória ancestral, marcada pela preservação da língua, da pintura corporal e dos saberes da floresta e os desafios impostos pelo ambiente acadêmico, como o racismo, a solidão e o apagamento identitário. O objetivo central é conferir visibilidade às trajetórias educacionais indígenas, articulando-as às lutas coletivas por direitos e pela demarcação territorial. Conclui-se que a presença Miranha na universidade, sustentada por papel, caneta e memória ancestral, transforma a educação em um novo ritual de resistência, imprescindível para a ressignificação do conhecimento e para a garantia da sobrevivência física e cultural do povo.
Fields of Study & Subjects
Migration
Education
Indigenous Social Dynamics
Indigenous Cultures and Socio-Education
Race
Identity
and Education in Brazil
Publication details
- Journal / source
- Cuadernos de Educación y Desarrollo
- Volume
- 18
- Issue
- 1
- Pages
- e10573–e10573
- Publication date
- 16 January 2026