Consumo de carne de animais silvestres como fator de risco para toxoplasmose congênita em mães de crianças atendidas em unidade de referência materno infantil

Read full text
Authors: Raíssa Sastre da Costa Boulhosa, Regianne Maciel dos Santos Correa, Vanessa de Almeida Batista, Altém Nascimento Pontes, Alfredo Cardoso Costa, Lizomar de Jesus Maués Pereira Móia, Amanda de Araújo Carneiro, Armando Sequeira Penela, Carlos David Araújo Bichara, Cléa Nazaré Carneiro Bichara
Cited by: 0

Abstract

A toxoplasmose é uma zoonose de grande importância, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A infecção durante a gestação pode levar à toxoplasmose congênita, resultando em complicações graves para o feto e o recém-nascido, como danos neurológicos, problemas visuais (coriorretinite), hidrocefalia e atraso no crescimento. O principal foco do tema é a análise de como o hábito de consumir carne de animais silvestres contribui para a incidência da doença em gestantes. Animais silvestres, como tatus, veados e javalis, podem atuar como reservatórios do parasita. Quando essa carne é preparada de forma inadequada (crua ou mal cozida), os cistos teciduais do parasita podem ser ingeridos, infectando a mãe e, subsequentemente, o feto. A pesquisa objetiva estudar o consumo de carne de animais silvestres como fator de risco para toxoplasmose congênita em mães de crianças atendidas em unidade de referência materno infantil na cidade de Belém, Pará. Em termos metodológicos, trata-se de revisão integrativa da literatura. A busca nas bases de dados resultou na obtenção de 55 referências. Destes, foram excluídos 35 artigos que não se enquadram de forma clara ao tema proposto nesta pesquisa. Assim, a amostra final da revisão está constituída por 20 referências. Desse modo, foram incluídas referências obtidas de bibliotecas virtuais nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library On-line (SCIELO) e Base de Dados do Google Acadêmico. Os descritores utilizados para compor o trabalho foram três, em português e inglês, restritos ao conhecimento científico sobre a Amazônia brasileira: “consumo de carnes de animais silvestre”, “ingestão de carnes de animais de caça” e “consumo de carne de caça”. Os resultados de tal estudo são cruciais para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e controle mais eficazes, direcionando campanhas de saúde pública para gestantes em áreas onde o consumo de carne de animais silvestres é comum, enfatizando a importância do cozimento adequado da carne. A pesquisa deixa evidente a relação entre fatores socioeconômicos, biológicos, ambientais, socioculturais e preferência alimentar, citados pelos autores da revisão quanto ao consumo e comércio de carne de caça. É importante ressaltar que quanto maior a facilidade de acesso a determinados animais de caça, mais frequente se dá o consumo deste tipo de proteína no cotidiano, principalmente nas regiões onde a aquisição a este tipo de alimento é mais habitual. Em suma, o estudo aborda uma via de transmissão da toxoplasmose específica e muitas vezes subestimada, fornecendo dados essenciais para a proteção da saúde materno-infantil.

Fields of Study & Subjects

Toxoplasma gondii Research Studies Parasitic infections in humans and animals Salmonella and Campylobacter epidemiology

Publication details

Journal / source
OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA
Volume
24
Issue
1
Pages
e12905–e12905
Publication date
14 January 2026
Language
PT