Discutindo hegemonia, racismo e supremacia racial para uma a crítica da Raça em uma perspectiva historiográfica
Abstract
O conceito de hegemonia formulado por Antonio Gramsci nos permite pensar as relações de dominação social não apenas na perspectiva do exercício da coerção das classes dominantes perante as classes dominadas. Nos permite compreender também que as modernas formas de dominação no capitalismo contemporâneo se dão também pelo estabelecimento de mediações e pela construção de consensos ideológicos, onde as ideias das classes dominantes são assimiladas sobre pelas classes dominadas. Buscamos com este artigo, através de uma discussão teórica fincada na realidade história do Brasil no século XX, trabalhar a ideia de que o racismo, como relação social, e por consequência, a supremacia branca obtida no capitalismo contemporâneo brasileiro, são uma forma de exercício da hegemonia das classes dominantes sobre as dominadas, traço marcante da sociedade brasileira. Para demonstrar isto vamos colocar em diálogo algumas ideias de importantes pensadores da crítica da questão racial com o pensamento do italiano Antonio Gramsci, extraindo sobretudo a ideia de que as sociedades capitalistas modernas, neste caso em específico o Brasil do século XX, desenvolveram um Estado Ampliado onde a construção das relações de dominação são construídas a partir da sociedade civil, que está profundamente estruturada em relações racistas, onde agem aparelhos privados de hegemonia das classes dominantes no sentido de constituir um consenso com os dominados a partir da ideia que racismo é natural, assim como também o privilégio do branco-europeu.
Fields of Study & Subjects
Political theory and Gramsci
Race
Identity
and Education in Brazil
Cultural and political discourse analysis
Publication details
- Journal / source
- OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA
- Volume
- 24
- Issue
- 1
- Pages
- e12924–e12924
- Publication date
- 16 January 2026