As consequências do uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição médica e os impactos na saúde coletiva e no sistema público
Abstract
A automedicação expressa um comportamento consolidado no cotidiano de diferentes grupos populacionais e representa um desafio crescente para a saúde coletiva. A facilidade de acesso a medicamentos, a influência midiática e as limitações no acesso oportuno a serviços de saúde contribuem para o uso indiscriminado de fármacos, ampliando riscos clínicos e epidemiológicos. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo analisar as consequências do uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição e seus impactos na saúde coletiva e no sistema público. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com buscas estruturadas nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, BVS e Google Scholar, incluindo publicações entre 2010 e 2025. A síntese dos sete estudos incluídos demonstrou prevalências elevadas de automedicação, predominância do uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, além de comportamentos de manipulação de doses prescritas. Os principais efeitos observados envolveram interações medicamentosas, reações adversas, mascaramento de doenças graves, resistência antimicrobiana e aumento da demanda no Sistema Único de Saúde. Conclui-se que a automedicação constitui fenômeno multidimensional, influenciado por fatores culturais, econômicos e estruturais, exigindo estratégias integradas de regulação sanitária, educação em saúde, fortalecimento da atenção básica e vigilância farmacológica para mitigação de danos e proteção da saúde coletiva.
Fields of Study & Subjects
Animal Law and Welfare
Healthcare Regulation
Public Health in Brazil
Publication details
- Journal / source
- DELOS Desarrollo Local Sostenible
- Publisher
- Brazilian Journals
- Volume
- 19
- Issue
- 76
- Pages
- e8186–e8186
- Publication date
- 6 January 2026