A engenharia psicológica do fascismo e nazismo: uma análise da manipulação social e do totalitarismo
Abstract
O presente estudo busca compreender os mecanismos psicológicos que possibilitaram a ascensão e consolidação do fascismo e do nazismo no século XX. A análise parte de uma contextualização histórica, marcada pela crise econômica, pelo medo do comunismo e pela instabilidade política após a Primeira Guerra Mundial. Em seguida, discute-se a psicologia social aplicada a regimes totalitários, evidenciando o papel da obediência, do conformismo e da manipulação da identidade coletiva no fortalecimento da ideologia autoritária. São analisados ainda o culto à personalidade dos líderes, o uso de símbolos, slogans e rituais, bem como as estratégias de censura e propaganda. A pesquisa utiliza como apoio metodológico a análise bibliográfica e o estudo de caso do filme A Onda, que reproduz em ambiente escolar dinâmicas semelhantes às observadas em regimes autoritários e o experimento de Asch, que indica o nível de dominação de uma pessoa ou grupo com relação a seguir as massas em suas opiniões. Os resultados apontam que tais regimes exploraram vulnerabilidades humanas como medo, desejo de pertencimento e busca por ordem, estabelecendo um controle social baseado na obediência e na perda da individualidade. Na atualidade, grupos autoritários ainda recorrem a estratégias semelhantes, agora potencializadas pelas redes sociais. Conclui-se que o estudo crítico da psicologia social e do pensamento crítico é fundamental para compreender e prevenir a reatualização de discursos e práticas autoritárias.
Fields of Study & Subjects
Psychology and Mental Health
Corporeality
Perception
and Education
Social Representations and Identity
Publication details
- Journal / source
- Contribuciones a las Ciencias Sociales
- Volume
- 19
- Issue
- 1
- Pages
- e23269–e23269
- Publication date
- 6 January 2026