A consolidação das plantas medicinais e fitoterápicos como política de Estado no Brasil: avanços normativos, implicações para a PNPIC e desafios no Sistema Único de Saúde após o Decreto nº 12.026/2024

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Authors: Luan Souza do Nascimento, Michelle Barreto da Cunha, Cristiane Conceição de Lima, Flávio Carlos Ruy Ferreira, Brigida Carla Facina Faustino, Ana Paula de Lima, Silas Antônio Pereira, Sonia Maria Carneiro de Morais Franco, Telma Cristina Berceline, Alessandra de Lourdes Ballaris, Vinicius de Lima Lovadini
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Abstract

O uso de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil constitui prática historicamente vinculada aos saberes tradicionais e às estratégias comunitárias de cuidado em saúde, tendo sido progressivamente incorporado ao campo normativo estatal a partir da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos avanços representados pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e pela Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, a implementação dessas ações ocorreu de forma desigual e marcada por fragilidades institucionais, ausência de monitoramento contínuo e limitações na articulação intersetorial. Nesse contexto, o Decreto nº 12.026/2024 institui o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, configurando novo marco para o fortalecimento da governança dessas políticas. O presente estudo teve como objetivo analisar a consolidação das plantas medicinais e dos fitoterápicos como política de Estado no Brasil, considerando os avanços normativos associados ao referido decreto, suas implicações para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e os desafios para sua efetivação no SUS. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, complementada por revisão narrativa da literatura, com análise de documentos normativos vigentes e de produções científicas relacionadas ao tema. Os resultados indicam que o decreto amplia a institucionalidade da política ao estabelecer instância permanente de monitoramento, reforçar a articulação intersetorial e reconhecer os saberes tradicionais como parte legítima do cuidado em saúde. Contudo, permanecem desafios relacionados à cadeia produtiva, à regulação sanitária, à formação profissional, ao financiamento e à incorporação dessas práticas na rotina dos serviços. Conclui-se que o Decreto nº 12.026/2024 cria bases normativas mais sólidas para a consolidação das plantas medicinais e fitoterápicos como política de Estado, cuja efetivação no SUS depende de indução federativa contínua, gestão ativa e fortalecimento das capacidades institucionais.

Fields of Study & Subjects

Phytochemistry Medicinal Plant Applications Complementary and Alternative Medicine Studies Public Health in Brazil

Publication details

Journal / source
Contribuciones a las Ciencias Sociales
Volume
19
Issue
1
Pages
e23434–e23434
Publication date
14 January 2026