Da fragmentação assistencial à institucionalização como política pública: avanços conceituais e desafios operacionais da Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS à luz da Portaria GM/MS nº 3.681/2024

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Authors: Daiana Ferreira Sobrinho, Kallyane Victória de Oliveira, Edvania de Sá Duarte Lopes, Andressa Ketly Costa Braga, Michelle Barreto da Cunha, Marcelo Araújo de Vasconcelos, Swelen Silva Cysne Benevides, Luciana de Almeida Santana Bulhosa, Ideane Claudia da Silva, Helderlene Silva do Rosario, Hosana Mônica Fernandes Tabosa
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Abstract

A fragmentação assistencial historicamente observada no Sistema Único de Saúde (SUS) tem impactado de forma significativa o cuidado às pessoas com condições que ameaçam a continuidade da vida, especialmente diante de falhas na coordenação do cuidado e na continuidade assistencial entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Nesse contexto, a institucionalização dos cuidados paliativos como política pública emerge como estratégia central para reorganizar o cuidado em rede e reduzir descontinuidades assistenciais. O presente estudo teve como objetivo analisar os avanços conceituais e os desafios operacionais da Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS, à luz da Portaria GM/MS nº 3.681/2024, considerando suas implicações para a Atenção Primária à Saúde, a Atenção Especializada e a Atenção Hospitalar. Trata-se de um estudo qualitativo, de abordagem descritiva, fundamentado em análise documental da referida portaria, complementada por revisão narrativa de documentos normativos e literatura científica pertinente ao tema. Os resultados evidenciam que a Política Nacional de Cuidados Paliativos promove um redirecionamento conceitual ao reconhecer os cuidados paliativos como abordagem contínua, iniciada de forma precoce e integrada aos diferentes níveis de atenção, com centralidade da Atenção Primária na coordenação do cuidado. Observam-se avanços relacionados à definição de fluxos assistenciais, à criação de equipes específicas, ao fortalecimento do apoio matricial, ao uso da telessaúde e à institucionalização de mecanismos de financiamento, monitoramento e avaliação. Entretanto, permanecem desafios operacionais associados à qualificação das equipes, à organização dos processos de trabalho, à integração dos sistemas de informação e à pactuação interfederativa. Conclui-se que a Política Nacional de Cuidados Paliativos estabelece bases normativas sólidas para a superação da fragmentação assistencial no SUS, cuja efetivação depende do fortalecimento da governança, do trabalho multiprofissional e da organização do cuidado em rede.

Fields of Study & Subjects

Palliative and Oncologic Care Palliative Care and End-of-Life Issues Health Nursing Elderly Care

Publication details

Journal / source
Contribuciones a las Ciencias Sociales
Volume
19
Issue
1
Pages
e23459–e23459
Publication date
14 January 2026