COMUNIDADES TERAPÊUTICAS E A DISPUTA SOBRE MODELOS DE CAPACIDADES ESTATAIS E O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE DROGAS NO SUS
Abstract
Este artigo discute a disputa entre diferentes modelos de capacidade estatal na política pública de atenção ao usuário de drogas no Brasil, especialmente no âmbito do SUS, com foco no papel das comunidades terapêuticas. A análise se ancora na literatura sobre burocracia, capacidades estatais e modelos de implementação de políticas públicas, destacando os conflitos entre abordagens biomédicas, psicossociais e religiosas, à luz do paradigma da reforma psiquiátrica e da política nacional de saúde mental. O reconhecimento do serviço, aliado à compreensão de como as pessoas em uso abusivo de qualquer substância psicoativa, em cada realidade, mostrou-se essencial para a promoção ao cuidado. Além disso o Brasil tem, os novos espaços de intervenção sugeridos pela Reforma Psiquiátrica consistem em contextos que devem exercer a função enquanto rede de apoiar, promover saúde e proporcionar a criação de novos vínculos bem como propiciar a intercessão com outras redes sociais dentro da comunidade. Assim sendo, procuro neste texto analisar os termos dessa disputa, tomando cada uma das perspectivas em jogo, a fim de propor sobre possíveis caminhos a serem seguidos pela política pública de atenção a pessoas que fazem uso problemático de drogas.
Fields of Study & Subjects
Substance Abuse Treatment and Outcomes
Public Health in Brazil
Healthcare Decision-Making and Restraints
Publication details
- Journal / source
- Revista Contemporânea
- Volume
- 6
- Issue
- 2
- Pages
- e10332–e10332
- Publication date
- 26 February 2026
- Language
- PT