CETOACIDOSE DIABÉTICA GRAVE E RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA EM PACIENTES CRÍTICOS

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Authors: Vinícius Caldas de Carvalho Ferreira, Camila Nunes Carvalho, Andrelina Lúcia de Paiva, Gilmara Andrade da Silva, Ellen Barbosa Santos, Talita Beraldo Santiago, Renivaldo Batista Dias, Joao Fernandes Floriano, Pedro Gabriel Milhomem Bueno, Lorena Santos Soares
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Abstract

INTRODUÇÃO: A cetoacidose diabética grave constitui uma emergência metabólica potencialmente fatal, caracterizada por hiperglicemia acentuada, acidose metabólica e produção excessiva de corpos cetônicos, frequentemente associada a descompensações agudas do diabetes mellitus. Em pacientes críticos, esse quadro pode ser agravado pela ativação da resposta inflamatória sistêmica, que contribui para disfunção orgânica, instabilidade hemodinâmica e aumento da morbimortalidade. A interação entre distúrbios metabólicos e inflamação sistêmica representa um desafio clínico relevante no contexto das unidades de terapia intensiva, demandando intervenções precoces e manejo intensivo baseado em evidências. OBJETIVO: Descrever a cetoacidose diabética grave e a resposta inflamatória sistêmica em pacientes críticos, destacando suas implicações clínicas e prognósticas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, utilizando descritores controlados do DeCS/MeSH: “Cetoacidose Diabética”, “Unidade de Terapia Intensiva” e “Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, que abordassem aspectos clínicos, fisiopatológicos e terapêuticos da cetoacidose diabética grave em pacientes críticos. Excluíram-se estudos duplicados, editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos e publicações sem relação direta com o tema. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram analisados 16 artigos. Os estudos evidenciaram que a cetoacidose diabética grave está associada à ativação significativa de mediadores inflamatórios, como citocinas pró-inflamatórias e marcadores de estresse oxidativo, contribuindo para disfunção endotelial, alterações microcirculatórias e progressão para falência orgânica múltipla. Observou-se que a intensidade da resposta inflamatória se correlaciona com maior tempo de internação em UTI, necessidade de suporte ventilatório e piores desfechos clínicos, especialmente em pacientes com comorbidades e infecções associadas. Os achados indicam que a resposta inflamatória sistêmica desempenha papel central na gravidade e evolução da cetoacidose diabética em pacientes críticos, ampliando o impacto das alterações metabólicas e dificultando a estabilização clínica. A identificação precoce da inflamação, aliada ao controle rigoroso da hiperglicemia, correção dos distúrbios eletrolíticos e manejo intensivo, mostra-se essencial para reduzir complicações. Entretanto, persistem desafios relacionados à variabilidade clínica, ao diagnóstico diferencial com sepse e à necessidade de protocolos integrados que contemplem o componente inflamatório. CONCLUSÃO: Conclui-se que a cetoacidose diabética grave associada à resposta inflamatória sistêmica configura um quadro clínico de alta complexidade em pacientes críticos, impactando negativamente o prognóstico. O reconhecimento precoce dessa interação e a adoção de estratégias terapêuticas integradas são fundamentais para melhorar os desfechos, reduzir complicações e qualificar o cuidado intensivo.

Fields of Study & Subjects

Hyperglycemia and glycemic control in critically ill and hospitalized patients Diabetes Management and Research Sepsis Diagnosis and Treatment

Publication details

Journal / source
Aracê.
Volume
8
Issue
2
Pages
e12091–e12091
Publication date
6 February 2026