“REVOLTA KIDS”: A CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA SOBRE O DIREITO À INFÂNCIA E O ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
Abstract
Este artigo discute a efetivação do direito à infância no contexto do acolhimento institucional, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da teoria histórico-cultural. Parte-se do entendimento de que a institucionalização deve ser medida excepcional e temporária, voltada à proteção integral e à preservação dos vínculos familiares e comunitários. A análise bibliográfica e o relato de experiência profissional revelam que, na prática, o acolhimento institucional enfrenta desafios relacionados à escassez de recursos, à fragmentação das políticas públicas e à ausência de vínculos afetivos significativos, elementos que impactam diretamente o desenvolvimento emocional e social das crianças. Episódios como a chamada “Revolta Kids” evidenciam que comportamentos interpretados como indisciplina podem representar expressões de sofrimento, medo e busca por reconhecimento. Observa-se que o papel dos profissionais, especialmente pedagogos e educadores sociais, é fundamental para a construção de relações humanizadas que considerem a criança como sujeito histórico e de direitos. Conclui-se que garantir o direito à infância no acolhimento institucional requer ações intersetoriais, formação qualificada e práticas educativas que promovam afeto, escuta e continuidade nas relações.
Fields of Study & Subjects
Education Pedagogy and Practices
Youth
Politics
and Society
Academic Research in Diverse Fields
Publication details
- Journal / source
- Seven Editora eBooks
- Publication date
- 1 January 2026
- Document type
- Book chapter