O PAPEL DOS MACRÓFAGOS M2 ASSOCIADOS A TUMOR NA GÊNESE DO OSTEOSSARCOMA: MECANISMOS INVASIVOS

Read full text
Authors: Carlos Alberto Pereira da Silva Junior, BEATRIZ MARIA DE CARVALHO PAIXÃO, Jose Eduardo Kenzo Murata, LUCAS CAUÊ BARBOSA, Luana Souza, Nathalia Bezerra de Souza Rates, Victória Dias Da Silva, Yasmin De Sousa Silva
Cited by: 0
References: 19

Abstract

A resposta imune inata é regulada por diferentes tipos celulares, entre os quais os macrófagos desempenham um papel central devido à sua notável plasticidade funcional. Esses fagócitos são capazes de assumir diferentes fenótipos de acordo com estímulos ambientais, posicionando-se ao longo de um espectro funcional que varia de um perfil pró-inflamatório (M1) a um anti-inflamatório (M2). Os macrófagos M1 são induzidos por citocinas do tipo Th1 e estímulos microbianos, como LPS e agonistas de TLRs, e são caracterizados pela produção de citocinas inflamatórias, como IL-6, além da expressão de altos níveis de moléculas do complexo principal de histocompatibilidade (MHC I e II), sendo essenciais na defesa contra células tumorais. Em contraste, os macrófagos M2 são ativados por diferentes estímulos e estão subdivididos nos subtipos M2a, M2b, M2c e M2d, com funções que envolvem resolução da inflamação, reparo tecidual e promoção da angiogênese. Todos compartilham um perfil imunossupressor, sendo frequentemente associados à progressão tumoral. Dentre os macrófagos do tipo M2, destacam-se os macrófagos associados a tumores (TAMs), que predominam no microambiente tumoral (TME) e exercem funções que favorecem a evasão da resposta imune, a proliferação tumoral, a angiogênese e a resistência a tratamentos. Um dos mecanismos-chave utilizados pelos TAMs para suprimir a resposta imune é a expressão de Arginase-1, enzima que inibe a ativação de linfócitos T, contribuindo para a evasão imunológica das células tumorais. Diante desse cenário, a distinção entre os fenótipos M1 e M2 é reconhecida como parte de um contínuo de ativação, permitindo que os macrófagos transitem entre estados funcionais conforme o contexto microambiental. A compreensão desses mecanismos e da plasticidade dos macrófagos no TME tem grande relevância clínica, pois permite o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas em oncologia. Estratégias que visem reprogramar TAMs do fenótipo M2 para o fenótipo M1, ou que inibam alvos como a Arginase-1, representam alternativas promissoras para restaurar a atividade efetora das células T e potencializar a resposta antitumoral. Assim, os achados apresentados contribuem para a identificação de novos alvos terapêuticos e para a elaboração de imunoterapias mais eficazes e personalizadas contra o câncer.

Fields of Study & Subjects

Immune cells in cancer Sarcoma Diagnosis and Treatment Phagocytosis and Immune Regulation

Publication details

Journal / source
LUMEN ET VIRTUS
Volume
17
Issue
57
Pages
e12102–e12102
Publication date
9 February 2026
Language
PT