ASSIMETRIAS E FLUXOS NA PANDEMIA: A INFLUÊNCIA DA REDE URBANA E DA INFRAESTRUTURA DE SAÚDE NOS FLUXOS EM BUSCA DE ATENDIMENTO POR COVID-19 NA REGIÃO GEOGRÁFICA IMEDIATA DE CODÓ, MARANHÃO, BRASIL

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Authors: Allison Bezerra Oliveira, Maria do Rosário Sá Araújo, Arialdo Ribeiro de Moraes Júnior, Daniely Lima Silva, Elza Ribeiro dos Santos Neta, José Geraldo Pimentel Neto
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Abstract

Este estudo analisa a difusão espacial da COVID-19 e os fluxos de busca por atendimento na Região Geográfica Imediata de Codó (RGICo), Maranhão, no período de março de 2020 a março de 2021. Apoiado nos conceitos de rede urbana, difusão espacial e desigualdades territoriais, a pesquisa utilizou dados secundários de saúde (DATASUS) e socioeconômicos (IBGE) para mapear a infraestrutura hospitalar e a origem dos pacientes. Os resultados revelam profundas assimetrias regionais e uma dissociação entre a hierarquia urbana formal (REGIC) e a capacidade sanitária instalada. Identificou-se que, embora Codó seja o centro sub-regional de maior hierarquia, foi o município de Coroatá que assumiu a centralidade sanitária efetiva, possuindo a maior proporção de UTIs por habitante (3,69/10 mil hab.) e atuando como principal polo receptor, com 57,8% de seus atendimentos provenientes de outros municípios. Em contraste, Codó apresentou baixa atração regional (apenas um atendimento externo) e Timbiras evidenciou extrema vulnerabilidade pela ausência total de UTIs. Conclui-se que a concentração seletiva de infraestrutura técnica em pontos específicos forçou deslocamentos pendulares que, paradoxalmente, funcionaram como vetores de ampliação da difusão viral na região.

Fields of Study & Subjects

COVID-19 epidemiological studies Public Health in Brazil Public Health and Social Inequalities

Publication details

Journal / source
Revista de Geopolítica
Volume
17
Issue
1
Pages
e1377–e1377
Publication date
27 January 2026