Perspectivas dialógicas entre “Futuro ancestral” e o “O antigo futuro”
Abstract
Neste ensaio analisaremos dialogicamente a definição de “tempo” em duas obras da literatura brasileira contemporânea: Futuro ancestral, de Ailton Krenak, e O antigo futuro, de Luiz Ruffato, ambas publicadas em 2022. Em Krenak, o registro do passado pelas gerações anteriores está intimamente conectado com o que podemos chamar de “personificação do futuro”, no sentido de conferir identidade ao grupo pelo reforço do laço sagrado entre homem e natureza. Em Ruffato, por sua vez, a ordem regressiva do tempo narrativo (presente para passado) retrata uma dinâmica ausente de grandes mudanças, sobretudo socioeconômicas, na vida de imigrantes italianos e seus descendentes no Brasil. O diálogo entre as obras é promovido pelas considerações sobre a definição de tempo oferecidas por Henri Bergson e por Sidney Barbosa, de maneira a problematizar as dimensões do fenômeno “tempo”, estabelecendo o contraponto entre a ficção e a realidade. Literatura. Tempo. Futuro. Passado. Diálogo.
Fields of Study & Subjects
Literature
Culture
and Criticism
Latin American Literature Analysis
Philosophical and Theoretical Analysis
Publication details
- Journal / source
- desleituras Literatura Filosofia Cinema e outras artes
- Volume
- 15
- Issue
- 15
- Pages
- 119–135
- Publication date
- 6 February 2026