Leite A2A2: Potencial Hipoalergênico E Perspectivas Para A Saúde

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Authors: IURY APARECIDO LIMA DE FREITAS, SINTYALINS GONÇALVES FAÇANHA, MAYLA STEFANNE SANTOS MAGALHAES, Maria Brena Leal Dos Santos, GABRIELA RODRIGUES TAVEIRA, TATIANA DIDIER ALENCAR, ANNA SILVIA LOPES CORREIA, Miguel Rodrigues de Sousa Neto, Breno Bezerra Aragão
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Abstract

O agronegócio constitui uma das principais bases da economia global e apresenta uma cadeia produtiva ampla e diversificada, na qual o leite se destaca como um dos alimentos mais produzidos e consumidos em todos os continentes. Reconhecido como importante fonte de proteínas e micronutrientes essenciais, seu consumo está associado a benefícios como manutenção da saúde óssea, crescimento adequado e auxílio no controle do peso corporal. Entretanto, algumas condições clínicas podem restringir a ingestão desse alimento, como a intolerância à lactose e, principalmente, a alergia às proteínas do leite de vaca (APLV), uma das alergias alimentares mais comuns em lactentes e crianças. Essa condição está relacionada à capacidade de determinados componentes físico-químicos das proteínas lácteas atuarem como antígenos, desencadeando respostas imunológicas exacerbadas. Entre elas, destaca-se a β-caseína, composta por 209 aminoácidos, cuja variação estrutural entre os tipos A1 e A2 ocorre por apenas um resíduo aminoacídico na posição 67. Muitas pessoas relatam desconforto digestivo após o consumo de leite e acreditam possuir intolerância à lactose. No entanto, segundo o National Institutes of Health (NIH), a maior parte da população não apresenta dificuldades na digestão da lactose nem alergia à proteína láctea. Pesquisas de epidemiologia indicam que a intolerância à lactose acomete cerca de 5% da população mundial, embora aproximadamente 20% das pessoas relatem sintomas como gases, distensão abdominal e digestão difícil. Evidências sugerem que esses efeitos podem estar associados à presença da β-casomorfina-7 (BCM-7), um peptídeo liberado durante a digestão da β-caseína A1, apontada como potencial desencadeadora desses desconfortos. Todas as fêmeas de espécies mamíferas, como humanas, cabras, búfalas, éguas e camelas, produzem naturalmente apenas a β-caseína A2. Contudo, uma mutação genética surgida há cerca de 10 mil anos em bovinos resultou na produção da β-caseína A1, frequentemente associada a maior predisposição a reações

Fields of Study & Subjects

Food Allergy and Anaphylaxis Research Animal Diversity and Health Studies Digestive system and related health

Publication details

Journal / source
Editora Pasteur eBooks
Pages
29–35
Publication date
9 February 2026
Language
PT
Document type
Book chapter