Anatomia e fisiologia das artérias coronárias e suas implicações clínicas

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Authors: Bruno Teixeira Campos, Ana Paula Monteiro Paiva, Marcela Fruet Dias, GABRIEL HENRIQUE DE SOUZA ALVES GLÓRIA, Gabriela Soares Esteves, PEDRO FELIPE MARQUES FEITOSA, Aline Bezerra de Melo Filter, Tiago Marchese Raupp, Ana Luisa Ayres Delduque, João Vitor Borges Andrade Grespan, Marcus Vinícius Albuquerque Fernandes, Ahmad M. Moustafa
+2 more Melissa Ayane Resende Oyama, Leandro Ricardo Tavares Julio
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Abstract

INTRODUÇÃO O coração desempenha a função vital de bombear sangue para todo o organismo, atuando fisiologicamente como uma bomba muscular dupla: o lado direito direciona o sangue para os pulmões, enquanto o esquerdo o distribui para a circulação sistêmica. Embora as câmaras cardíacas estejam repletas de sangue, a espessura das paredes impede a difusão direta de nutrientes, tornando essencial a circulação coronariana. As artérias coronárias originam-se na aorta ascendente, nos seios de Valsalva. Fisiologicamente, a perfusão ocorre de maneira predominante durante a diástole, pois a contração sistólica comprime os vasos intramurais, aumentando a resistência e reduzindo o fluxo. A anatomia padrão descreve dois troncos principais. A Artéria Coronária Direita (ACD) nasce do seio aórtico direito, percorre o sulco coronário e emite ramos para os nós sinoatrial e atrioventricular, além do ramo marginal direito. Frequentemente, a ACD origina o ramo interventricular posterior, irrigando a face diafragmática. A Artéria Coronária Esquerda (ACE) possui um tronco curto que se bifurca no ramo interventricular anterior (descendente anterior), responsável por irrigar o septo e o ventrículo esquerdo, e no ramo circunflexo, que nutre a parede lateral. DISCUSSÃO Na prática clínica, a normalidade anatômica é apenas o padrão estatístico mais frequente, coexistindo com variações que influenciam diretamente o prognóstico. Estudos apontam regularidade de origem e ramificação em cerca de 70% dos casos. Entre as variações, destaca-se a trifurcação da ACE, onde surge um ramus intermedius para a parede lateral, e os padrões de dominância coronariana. A dominância, definida pela origem do ramo interventricular posterior, é direita em 55% dos indivíduos, esquerda em 25% e codominante em 20%, sendo crucial para o planejamento cirúrgico. A integridade vascular é desafiada pela Doença Arterial Coronariana (DAC), cuja base é a aterosclerose: um processo inflamatório e fibroproliferativo que obstrui o lúmen arterial . A redução do fluxo sanguíne

Fields of Study & Subjects

Coronary Interventions and Diagnostics Cardiac Imaging and Diagnostics Coronary Artery Anomalies

Publication details

Journal / source
Editora Pasteur eBooks
Pages
169–175
Publication date
12 February 2026
Language
PT
Document type
Book chapter