Iatrogenia Medicamentosa Em Idosos: Fatores De Risco E Prevenção
Abstract
Tabela 4.1 Síntese dos objetivos alcançados pelos artigos inclusos na revisão integrativa Artigo Ano Desfecho A1 -Iatrogenias na prestação de cuidados de enfermagem: A perspetiva dos enfermeiros da área médico-cirúrgica.2022Observa-se a persistência de eventos iatrogênicos como quedas, efeitos adversos a medicamentos e uso inadequado de dispositivos médicos, muitas vezes subnotificados.Condições de trabalho inadequadas são apontadas como principal fator contribuinte.Recomenda-se investir na consciencialização dos enfermeiros sobre os riscos e reforçar o compromisso organizacional com a segurança do paciente.A2 -Fatores associados à promoção da qualidade de vida da população idosa em instituições de longa permanência: uma revisão integrativa. 2025É essencial implementar políticas e estratégias que promovam ambientes mais acolhedores nas ILPIs, com foco na socialização, estímulo cognitivo, autonomia e bem-estar emocional dos idosos. A3 -Polifarmácia na população idosa brasileira e as doenças crônicas não transmissíveis associadas: estudo de base nacional.2025 Para a prevenção e manejo da polifarmácia em idosos, recomenda-se incentivar atividade física, prescrição adequada, alimentação saudável e políticas voltadas a abordagens não farmacológicas.A4 -Fatores associados à polifarmácia em idosos atendidos na atenção primária em saúde.2024 Promover o uso racional de medicamentos, qualificar a atenção à saúde, orientar profissionais sobre grupos vulneráveis e incentivar novas pesquisas sobre o tema.A5 -Impacto da polifarmácia e o uso de medicamentos associados ao risco de quedas de idosos.2024 Orientar idosos, familiares e cuidadores sobre risco de quedas e uso de medicamentos, incluindo reconciliação medicamentosa com apoio da equipe multiprofissional.A6 -Adesão de pacientes idosos polimedicados: como eles se comportam frente à tomada de medicamentos?2024 A complexidade do tratamento e o conhecimento do paciente influenciam na adesão medicamentosa.Abordagem holística é essencial para melhores resultados terapêuticos.A7 -Quais condições se associam à polifarmácia em uma população geriátrica?2024 Doenças como coronariana, insuficiência cardíaca, diabetes, hipertensão, ansiedade e idade >80 anos estão associadas à polifarmácia.Destaca-se a importância do cuidado interprofissional e da prescrição racional.A27 -Polifarmácia no idoso: o papel da enfermagem na prevenção das iatrogenias.2020 Alta prevalência de polifarmácia, especialmente para controle de pressão arterial e glicemia.O estudo enfatiza o papel educativo da enfermagem na prevenção de iatrogenias associadas à polifarmácia.A28 -Polifarmácia em idosos -uma revisão.2023 A assistência ao idoso requer atenção ao uso contínuo de medicamentos, incluindo os de venda livre.Profissionais, familiares e cuidadores devem monitorar rigorosamente o tratamento para evitar riscos.A29 -Prevenção da polifarmácia em idosos na Atenção Primária à Saúde: uma revisão da literatura.2025 O controle rigoroso da terapêutica medicamentosa é essencial para garantir qualidade da assistência.Destaca-se a importância de ações de monitoramento e promoção da saúde para reduzir o uso de MPI e a polifarmácia.A30 -Polifarmácia, medicamentos potencialmente inapropriados e a vulnerabilidade de pessoas idosas.2024 O uso excessivo de medicamentos aumenta a vulnerabilidade da pessoa idosa.O cuidado deve priorizar terapias seguras, com gestão adequada e intervenções urgentes e de longo prazo para evitar danos desnecessários.A31 -Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos na estratégia saúde da família.2024 Alta prevalência de polifarmácia relacionada à presença de múltiplas doenças e ao intervalo entre consultas.Reforça a necessidade de acompanhamento contínuo na Atenção Primária.A32 -As implicações da polifarmácia usada pela população de idosos do Brasil.2023 A ausência de protocolos e o fácil acesso a medicamentos contribuem para o uso inadequado.Embora a polifarmácia seja necessária em muitos casos, o monitoramento é essencial para garantir segurança.A33 -Abordagens para a polifarmácia e seus riscos na terceira idade.2024 Destaca os malefícios da polifarmácia, como reações adversas e automedicação.Reforça o papel da equipe multidisciplinar para garantir eficácia e segurança no tratamento.A34 -Polifarmácia em idosos: consequências de multimorbidades.2021 A multimorbidade e o uso inadequado de medicamentos aumentam internações e mortalidade.O critério de Beers é útil na prescrição segura.O farmacêutico tem papel fundamental na orientação e promoção da farmacoterapia eficaz.A35 -Assistência de enfermagem na atenção básica com idosos em tratamento de polifarmácia.2023 A enfermagem tem papel importante na adesão terapêutica e na capacitação dos idosos para compreender os riscos da polifarmácia, promovendo segurança e melhor qualidade de vida.A36 -Uso de medicamentos potencialmente inapropriados em idosos institucionalizados: prevalência e fatores associados.2020 Alta prevalência de medicamentos potencialmente inapropriados entre idosos em ILPIs, especialmente antipsicóticos e benzodiazepínicos.Aponta necessidade de avaliação contínua da farmacoterapia.A37 -Prescrição de medicamentos potencialmente inapropriados para idosos: um estudo na Atenção Primária à Saúde.2021 Há necessidade de reduzir o uso de benzodiazepínicos e promover desprescrição.Recomenda-se capacitação dos profissionais e acompanhamento sistemático dos idosos.A38 -Uso de medicamentos potencialmente inapropriados em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde: estudo transversal.2023 O estudo reforça a necessidade de ações que evitem a fragmentação do cuidado.Recomenda-se avaliação contínua, uso racional de medicamentos e capacitação dos prescritores.
Fields of Study & Subjects
Healthcare Regulation
Injury Epidemiology and Prevention
Maternal and Neonatal Healthcare
Publication details
- Journal / source
- Editora Pasteur eBooks
- Pages
- 33–44
- Publication date
- 9 January 2026
- Document type
- Book chapter