Síndrome do intestino irritável e o eixo intestino-cérebro: novas perspectivas diagnósticas e terapêuticas

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Authors: Maria Eduarda Rocha, Júlia Barbieri Ortiz, Mariana Vidal Fidalgo, MARIA CLARA DAGRAVA SOARES BRITO, Ana Clara Sanini de Paula, EDUARDA DOS SANTOS FUCK, João Gabriel Zipperer Rodrigues, Helena Martins Klaumann de Souza, MARIA CLARA MARCHIORI MAFRA, Anna Carolina da Rosa Vanelli, ELOISA KMIECIK, KAUÊ SANTIAGO MILITÃO
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Abstract

INTRODUÇÃO: A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem funcional crônica caracterizada por dor abdominal recorrente e alteração do hábito intestinal, sem evidência de lesão orgânica. Classificada entre os transtornos gastrointestinais funcionais, a SII afeta cerca de 10% a 15% da população mundial, impactando significativamente a qualidade de vida e a produtividade dos pacientes. Nos últimos anos, avanços na compreensão do eixo intestino-cérebro têm revolucionado a visão da SII, demonstrando que distúrbios na comunicação bidirecional entre o sistema nervoso central, o sistema nervoso entérico e a microbiota intestinal estão no cerne da fisiopatologia. Essa inter-relação complexa envolve mecanismos neuroimunes, inflamatórios e hormonais que contribuem para a hipersensibilidade visceral e alterações da motilidade intestinal. METODOLOGIA: Foi conduzida uma revisão narrativa de literatura com busca nas bases PubMed, SciELO e Scopus, utilizando os descritores “síndrome do intestino irritável”, “eixo intestino-cérebro”, “microbiota intestinal” e “psicobióticos”. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2025 que abordassem aspectos fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da SII sob a perspectiva do eixo intestino-cérebro. Priorizou-se a inclusão de revisões sistemáticas, ensaios clínicos e diretrizes recentes de sociedades gastroenterológicas internacionais. RESULTADOS: Os achados evidenciam que a disbiose intestinal e a ativação imunoneural desempenham papel central na gênese dos sintomas da SII. Alterações na microbiota modulam a produção de neurotransmissores como serotonina e GABA, influenciando diretamente o comportamento intestinal e o processamento central da dor. Além disso, a neuroinflamação de baixo grau e a ativação glial contribuem para a hipersensibilidade visceral e disfunção da barreira intestinal. No campo terapêutico, estratégias baseadas na modulação da microbiota — como o uso de psicobióticos e dieta pobre em FODMAPs — têm mostrado eficácia clínica relevante. Interven

Fields of Study & Subjects

Gastrointestinal motility and disorders Gut microbiota and health Infant Health and Development

Publication details

Journal / source
Editora Pasteur eBooks
Pages
49–57
Publication date
4 February 2026
Language
PT
Document type
Book chapter