Síndrome Coronariana Aguda: Atualizações No Diagnóstico E Terapêutica

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Authors: Bruno Teixeira Campos, GABRIEL HENRIQUE DE SOUZA ALVES GLÓRIA, Joana Miranda Moura, Gabriela Soares Esteves, Bruno Rogério de Souza, Ana Paula Monteiro Paiva, Théo Lázaro Neto, Tiago Marchese Raupp, PEDRO FELIPE MARQUES FEITOSA, Aline Bezerra de Melo Filter, Ana Luisa Ayres Delduque, Ana Aparecida Adeodato de Souza
+2 more Ahmad M. Moustafa, Marcus Vinícius Albuquerque Fernandes
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Abstract

A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) engloba um espectro de condições decorrentes da redução súbita do fluxo sanguíneo coronariano, geralmente causada pela ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica com formação de trombo. Essa instabilidade coronariana leva à isquemia miocárdica, que pode evoluir para necrose, configurando diferentes apresentações clínicas: angina instável, infarto sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra) e infarto com supradesnivelamento do ST (IAM com supra). A compreensão desses mecanismos é fundamental para uma abordagem diagnóstica rápida e eficaz. Os avanços nas ferramentas diagnósticas transformaram o manejo inicial da SCA. O eletrocardiograma permanece como exame fundamental, devendo ser realizado em até 10 minutos após o primeiro contato médico, pois permite a identificação imediata de padrões sugestivos de oclusão coronariana aguda. A introdução das troponinas de alta sensibilidade possibilitou maior acurácia na detecção do dano miocárdico, permitindo protocolos acelerados de avaliação (0h/1h ou 0h/2h), capazes de distinguir com maior precisão pacientes em risco elevado daqueles que podem ser liberados com segurança. A estratificação de risco por meio de escores como TIMI e GRACE auxilia na definição da urgência da intervenção e no prognóstico. No tratamento, a terapêutica antitrombótica evoluiu significativamente. Antiagregantes plaquetários de ação mais rápida e potente, como ticagrelor e prasugrel, vêm substituindo opções anteriores em grande parte dos cenários, reduzindo eventos recorrentes. A anticoagulação, por meio de heparina não fracionada ou enoxaparina, permanece essencial para impedir a progressão do trombo. A abordagem intervencionista também passou por aprimoramentos: no IAM com supra, a angioplastia primária é o método de escolha, idealmente realizada em até 90 minutos após o diagnóstico. Nos casos de IAM sem supra ou angina instável, a estratégia invasiva precoce é preferencial quando há risco elevado, enquanto pacientes de baixo risco podem ser conduz

Fields of Study & Subjects

Acute Myocardial Infarction Research Coronary Interventions and Diagnostics Antiplatelet Therapy and Cardiovascular Diseases

Publication details

Journal / source
Editora Pasteur eBooks
Pages
53–59
Publication date
12 February 2026
Language
PT
Document type
Book chapter