Perfil epidemiológico da doença de Chagas aguda no Brasil: uma análise da série histórica de 2014 a 2023

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Authors: Pedro Henrique Pinheiro Roberto, Wallace Ruan Leite Gomes, PEDRO RUAN QUEIROZ ROLIM, Pedro Anderson Santos Pereira, V Marinho, Héverton Mendes Araújo, Cláudio Gleidiston Lima da Silva, M. C. V. R. De Oliveira, Maria do Socorro Vieira dos Santos, Francisco Wallace Bezerra Salviano
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Abstract

A Doença de Chagas (DC), causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, possui uma evolução clínica bifásica e permanece como um grave problema de saúde pública na América Latina. Embora casos crônicos predominem, os surtos de Doença de Chagas Aguda (DCA) têm aumentado, especialmente na Região Amazônica. Por ser um agravo de notificação compulsória imediata, o monitoramento de seu perfil é essencial para políticas de prevenção. Este estudo teve como objetivo quantificar e analisar o número de casos de DCA, caracterizando o perfil epidemiológico e os fatores de risco associados. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo fundamentado em registros de DCA no Brasil entre 2014 e 2023. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) através da ferramenta TabNet/DATASUS. Foram analisadas as variáveis: ano de notificação, região geográfica, faixa etária, sexo e evolução clínica. O processamento foi feito no Microsoft Excel, utilizando análise estatística para levantamento de valores absolutos, distribuições e percentuais. Foram registrados 3.402 casos no período. A Região Norte consolidou-se como o epicentro da doença, concentrando 95,2% das notificações (3.240 casos), devido aos ciclos de transmissão silvestre e oral, frequentemente associados ao consumo de alimentos contaminados como açaí e bacaba. O ano de 2023 registrou o pico da série histórica (516 casos), enquanto a queda em 2020 (168 casos) foi atribuída à subnotificação causada pela pandemia de COVID-19. A população economicamente ativa (20–59 anos) representou 59% das notificações, sugerindo exposição ocupacional e alimentar. Além disso, 30,4% dos casos ocorreram em jovens de 0 a 19 anos, com registros em menores de 1 ano que levantam a hipótese de transmissão congênita. Observou-se leve predominância masculina (53,6%). Quanto à evolução, 87,7% evoluíram para cura, mas 1,4% dos casos resultaram em óbito pelo agravo, e 10,4% possuíam dados ignorados ou em branco, evidenciando falhas na completude das notificaçõ

Fields of Study & Subjects

Trypanosoma species research and implications Research on Leishmaniasis Studies Indigenous Health and Education

Publication details

Journal / source
Editora Pasteur eBooks
Pages
229–237
Publication date
3 March 2026
Language
PT
Document type
Book chapter