Metáfora em Lacan e Pêcheux: “Eis aí o que se chama de falar!”

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Authors: Mariana Mahlmann Feijó, Renata Campello Teitelroit
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Abstract

O artigo explora a metáfora em Jacques Lacan e Michel Pêcheux. Inspirando-se em Saussure e Freud, os autores defendem que a metáfora não se trata de uma figura de linguagem periférica, mas de uma operação fundamental pela qual o sentido é produzido, subvertendo a noção de uma linguagem transparente e literal. Argumentam que qualquer cadeia significante é articuladora de sentidos. Para Lacan, a significação é um efeito retroativo que se produz a partir do deslizamento da cadeia significante, enquanto o desejo emerge indiretamente, através de formações como a metáfora. Pêcheux, por sua vez, tem a metáfora como um mecanismo discursivo fundamental, forma material do deslocamento do sentido, mostrando que este se constitui como efeito das relações e tensões entre diferentes formações discursivas.

Fields of Study & Subjects

Psychoanalysis Philosophy and Politics Language Metaphor and Cognition Literary Theory and Cultural Hermeneutics

Publication details

Journal / source
Trivium
Volume
1
Issue
2
Pages
59–72
Publication date
19 January 2026