INGLÊS COMO LINGUAGEM DA CIÊNCIA AMBIENTAL: BARREIRAS E OPORTUNIDADES GLOBAIS
Abstract
Este artigo analisa criticamente o papel do inglês como linguagem predominante da ciência ambiental, examinando as barreiras e as oportunidades associadas à sua hegemonia na produção e na circulação do conhecimento científico sobre meio ambiente e sustentabilidade. A partir de uma abordagem teórico-analítica fundamentada em evidências empíricas reais publicadas na literatura internacional, investiga-se a predominância do inglês em periódicos científicos de alto impacto, os desafios enfrentados por pesquisadores não-anglófonos e os efeitos da barreira linguística na formulação e na implementação de políticas ambientais em diferentes contextos sociopolíticos. A análise evidencia que, embora o inglês funcione como língua franca da comunicação científica global, sua centralidade produz assimetrias que limitam a diversidade epistemológica, dificultam a visibilidade de pesquisas localmente relevantes e comprometem a apropriação social do conhecimento ambiental. Os resultados indicam que a exclusão linguística afeta não apenas a comunidade acadêmica, mas também a eficácia das políticas ambientais, ao restringir o acesso de gestores públicos e comunidades locais às evidências científicas disponíveis. Conclui-se que a construção de uma ciência ambiental mais inclusiva e socialmente comprometida requer a valorização do multilinguismo científico, por meio de estratégias que articulem comunicação global e acessibilidade linguística em contextos locais.
Fields of Study & Subjects
Academic Writing and Publishing
Academic Publishing and Open Access
Publishing and Scholarly Communication
Publication details
- Journal / source
- INTERNATIONAL INTEGRALIZE SCIENTIFIC
- Volume
- 5
- Issue
- 54
- Publication date
- 16 January 2026