Impacto da regressão histológica no prognóstico do melanoma cutâneo: uma revisão integrativa de estudos observacionais e ensaios clínicos

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Authors: Alice Castelan, Ana Beatriz Pariz Bizi, Fábio Sousa Izoton, Gabriela Passamani Reis Moreira, João Carlos Esquincalha Luparelli, Júlia De Souza Pontini Pina, Juliana Rosa Daniel, Lara Daré Agrizzi, Lara Nolasco de Almeida, Luana Luana Pinho, Luísa Guasti da Silva Santos, Luiza Gava Pitanga Gomes
+5 more Mariana Siqueira Dyna, Mariana Silva da Penha, Rebeca Dias Rosa Barbosa, Valentina Dalla Bernardina Passamani, Victória Marchiori Madeira
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Abstract

O melanoma cutâneo corresponde a uma neoplasia maligna derivada dos melanócitos, células especializadas na síntese de melanina. Entre os achados histopatológicos frequentemente observados, destaca-se a regressão tumoral, definida pela substituição parcial do tecido neoplásico por fibrose, infiltrado inflamatório linfocitário e alterações vasculares locais. Esse fenômeno é alvo de debate, visto que pode refletir tanto uma resposta imune antitumoral quanto um fator associado a maior risco de metástase. O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura com a finalidade de analisar a influência da regressão histológica sobre desfechos clínicos relevantes no melanoma cutâneo, tais como metástase linfonodal, sobrevida global e sobrevida livre de doença. A metodologia foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura por meio de buscas sistemáticas nas bases PubMed, Cochrane e Embase. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que abordassem a relação entre regressão tumoral e prognóstico no melanoma cutâneo, sem restrições quanto ao período de publicação ou tempo de seguimento. Os achados mostraram que a regressão histológica ocorre em 20–25% dos melanomas, principalmente em lesões finas, refletindo resposta imunológica com fibrose dérmica e infiltrado linfocitário. Embora associada a menor comprometimento nodal e risco de recidiva em alguns casos, não exclui metástases, devendo ser considerada apenas como marcador prognóstico complementar. A regressão tumoral no melanoma cutâneo permanece um achado de importância clínica e histopatológica, entretanto, seu valor prognóstico ainda é controverso. Enquanto alguns estudos sugerem associação com melhor resposta imune e potencial redução no risco de progressão, outros relacionam a regressão à subestimação da espessura tumoral e, consequentemente, a maior risco de metástase. Assim, novos estudos prospectivos, com maior padronização metodológica, são necessários para elucidar de forma definitiva o impacto da regressão na evolução clínica do melanoma.

Fields of Study & Subjects

Cutaneous Melanoma Detection and Management Melanoma and MAPK Pathways Nonmelanoma Skin Cancer Studies

Publication details

Journal / source
SUMMA Medical and Health Sciences
Volume
2
Pages
e127–e127
Publication date
5 February 2026