Avaliação do uso de psicoestimulantes por estudantes universitários para melhorar o desempenho escolar.
Abstract
Estudantes universitários consomem psicoestimulantes na busca por maior desempenho acadêmico, mas os possíveis danos físicos, psicológicos e sociais do uso sem prescrição médica demandam uma melhor compreensão da prevalência desse comportamento nas universidades. Este estudo investigou os motivos e as consequências da utilização de substâncias estimulantes licitas e ilícitas entre universitários, por meio de um questionário de autopreenchimento. Entre as características sociodemográficas estudadas, somente a variável idade apresentou associação significativa ao consumo. Bebidas energéticas, cápsulas de cafeína e metilfenidato são os psicoativos mais consumidos com o objetivo de melhorar o rendimento escolar (48,2%, 16,5% e 14,3%, respectivamente). Os dados também mostram uma forte associação entre álcool e bebidas energéticas (82,7%), bem como entre álcool e metilfenidato (52,9%). Tremor, taquicardia e ansiedade estavam entre os efeitos indesejados percebidos pelos usuários. Dada a alta prevalência de uso dos neuroestimulantes (58,2%), os riscos e a falta de evidências sobre a eficácia do uso não médico, a comunidade acadêmica deve assumir um papel proativo na discussão do tema e na implementação de medidas de promoção e prevenção à saúde dos estudantes.
Fields of Study & Subjects
Neuroethics
Human Enhancement
Biomedical Innovations
Coffee research and impacts
Substance Abuse Treatment and Outcomes
Publication details
- Journal / source
- Educação & Inovação
- Publication date
- 17 January 2026