A EXPERIÊNCIA HUMANA DIANTE DA FINITUDE TOTAL DO UNIVERSO
Abstract
Este ensaio indaga as implicações filosóficas, científicas e socioculturais da hipótese de a humanidade ter acesso antecipado à data exata do fim do universo, propondo que essa consciência introduz uma forma de finitude absoluta que reconfigura radicalmente o sentido do tempo, da história e da existência. Diferentemente da morte individual, a aniquilação cósmica elimina qualquer horizonte de continuidade, tensionando conceitos clássicos como liberdade, valor e sentido. O texto articula filosofia existencial, psicanálise, sociologia e cosmologia para mostrar como a previsibilidade do fim comprometeria instituições sociais baseadas na ideia de progresso, intensificaria angústias psíquicas coletivas e exigiria revisões profundas nas bases da física contemporânea. Paralelamente, o ensaio explora a hipótese do universo como simulação, sugerindo que o fim poderia não representar extinção absoluta, mas uma transição informacional entre camadas de realidade. Experiências de pós-morte são reinterpretadas como possíveis interações com a estrutura computacional do cosmos, deslocando a discussão do campo espiritual para uma ontologia da informação. Ao combinar reflexão teórica e narrativa especulativa, o texto propõe que a consciência do fim não apenas ameaça produzir niilismo, mas também pode radicalizar o valor do presente e reorientar a busca humana por sentido.
Fields of Study & Subjects
Utopian
Dystopian
and Speculative Fiction
Philosophy and Theoretical Science
Phenomenology and Existential Philosophy
Publication details
- Pages
- 1–17
- Publication date
- 5 February 2026