Otimização técnica e protocolos pós-operatórios em artroplastia reversa do ombro: Uma revisão sistemática

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Authors: Vitor José Martins, Mhayra Axer Oliveira e Silva, Pietro Cassiano Polidoro de Oliveira, Samuel Moyses Lemos
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Abstract

Introdução: A artroplastia reversa do ombro (rTSA) revolucionou o tratamento de condições complexas do ombro, como a artropatia do manguito rotador e fraturas proximais em idosos. No entanto, persistem debates sobre como melhorar detalhes técnicos e protocolos para melhorar resultados, especialmente a rotação interna. Este estudo teve como objetivo sintetizar evidências de alto nível sobre essas otimizações. Métodos: Foi conduzida uma revisão sistemática de dez ensaios clínicos científicos (ECRs). A análise abordou a estrutura PICOTT, focando em pacientes idosos submetidos à rTSA, comparando diferentes técnicas cirúrgicas (versão umeral, manejo do subescapular, liberação do tendão conjunto, tamanho da glenosfera), protocolos de reabilitação (precoce vs. tardia) e restrição (rTSA vs. tratamento não operatório ou fixação interna para fraturas). Os estudos avaliados incluíram amplitude de movimento, pontuações funcionais, dor e complicações. Resultados e Discussão: Os resultados indicam que a maioria das variações técnicas não altera significativamente os avanços globais. Protocolos de reabilitação precoce e tardia demonstraram segurança e eficácia equivalentes. A preservação ou reparo do subescapular e a liberação do tendão conjunto melhoraram consistentemente a força e amplitude da rotação interna. O impacto da versão umeral (neutra vs. 30° retroversão) mostrou-se dependente do desenho do implante. Para fraturas, a rTSA foi superior à fixação interna, mas apresentou resultados semelhantes ao tratamento não operatório em pacientes muito idosos, exceto por menor dor. Glenosferas maiores tenderam a reduzir o entalhe escapular. Conclusões: A rTSA é uma intervenção robusta, mas sua otimização requer atenção a nuances técnicas específicas. A rotação interna pode ser aprimorada com técnicas dedicadas de partes moles. A indicação para fraturas deve ser individualizada. As evidências, embora sólidas, são principalmente de curto prazo, destacando a necessidade de estudos de longo prazo e padronização de estágios para consolidar as melhores práticas. O futuro da rTSA reside sem refinamento técnico personalizado, guiado por evidências.

Fields of Study & Subjects

Shoulder Injury and Treatment Orthopaedic implants and arthroplasty Orthopedic Surgery and Rehabilitation

Publication details

Journal / source
Journal of Medical and Biosciences Research.
Volume
3
Issue
1
Publication date
4 February 2026