A reserva do possível e o mínimo existencial: limites constitucionais à efetivação das políticas públicas de saúde
Abstract
Considerando os desafios enfrentados pelo Estado na efetivação dos direitos fundamentais sociais, o presente estudo analisa a tensão entre a reserva do possível e o mínimo existencial, especialmente no âmbito das políticas públicas de saúde. Objetiva-se examinar em que medida a limitação orçamentária pode restringir a concretização de prestações indispensáveis à dignidade humana e quais parâmetros constitucionais orientam o controle dessa atuação estatal. Para tanto, procede-se à pesquisa bibliográfica e documental, apoiada em doutrina constitucional contemporânea, legislação vigente e análise jurisprudencial de tribunais superiores. Observa-se que, embora a reserva do possível represente um limite fático e jurídico relevante, sua invocação não exime o Poder Público do dever de assegurar o núcleo essencial dos direitos sociais. Os resultados indicam que princípios como proporcionalidade, segurança jurídica e vedação ao retrocesso social funcionam como garantias contra omissões estatais desproporcionais ou arbitrárias. Conclui-se que a efetividade das políticas de saúde depende da harmonização entre responsabilidade fiscal e proteção do mínimo existencial, cabendo ao Judiciário, quando provocado, assegurar a implementação das prestações indispensáveis à preservação da dignidade humana.
Fields of Study & Subjects
Brazilian Legal Issues
Public Health in Brazil
Academic Research in Diverse Fields
Publication details
- Journal / source
- FRONTIERS OF LAW JOURNAL
- Volume
- 1
- Issue
- 1
- Publication date
- 9 January 2026