FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA A SUPERVISÃO CRÍTICA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA: EFEITOS SOBRE A AUTONOMIA DOCENTE, A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E AS DESIGUALDADES DIGITAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Abstract
A expansão da inteligência artificial generativa na educação básica vem modificando o planejamento, a produção de materiais, a avaliação da aprendizagem e as responsabilidades profissionais dos professores. Entretanto, seu uso acrítico pode comprometer a autonomia, a autoria pedagógica, a confiabilidade avaliativa e a equidade entre escolas com diferentes condições tecnológicas. O artigo teve como objetivo analisar como a formação continuada para a supervisão crítica da inteligência artificial generativa pode preservar a autonomia docente, qualificar a avaliação e enfrentar desigualdades digitais na educação básica. Realizou-se uma revisão sistemática, orientada pelo PRISMA, em seis bases científicas, considerando publicações entre 2020 e 2026. Após identificação, triagem e elegibilidade, 21 estudos compuseram o corpus, interpretado mediante análise de conteúdo temática de Bardin. Os resultados demonstraram que formações centradas apenas no domínio operacional são insuficientes. A supervisão crítica requer letramento em IA, verificação de informações, identificação de vieses, proteção de dados e manutenção do julgamento humano. Também foram observadas tensões entre automação, intensificação do trabalho, autoria e justiça avaliativa. Conclui-se que a formação continuada deve integrar dimensões tecnológicas, pedagógicas, éticas e socioculturais, com apoio institucional e atenção às desigualdades, para que a IA fortaleça, em vez de substituir, a mediação, a responsabilidade e a autonomia docente.
Fields of Study & Subjects
Health Education and Validation
Education during COVID-19 pandemic
Digital literacy in education
Publication details
- Journal / source
- Revista Tópicos.
- Publisher
- Revista Tópicos
- Volume
- 4
- Issue
- 36
- Pages
- 1–42
- Publication date
- 4 August 2026