DERMATITE ATÓPICA GRAVE: IMPACTO DA DISBIOSE CUTÂNEA E DA COLONIZAÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS NO CONTROLE DA DOENÇA

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Authors: Daniel Nascimento de Souza, Aline Rocha Aguiar, Luiz Cláudio Araújo Oliveira Rosas de Melo, Bianca Rodrigues Neves Macedo, Betina Della Nina Serra de Oliveira Franco, Felipe Ignacio Pereira Loureiro, Bruna Pinheiro do Prado Felinto, NIVALDO ALVES CALADO NETO, SABRINA DA SILVA MEDEIROS, Fernanda Leiko Yamashita, Isadora De Souza Araujo
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Abstract

Introdução: A dermatite atópica (DA) é uma dermatose crônica, inflamatória e recidivante, caracterizada por prurido intenso e xerose cutânea. Em casos graves, o curso clínico se complica pela presença de disbiose cutânea e pela colonização persistente por Staphylococcus aureus, que agravam a inflamação e dificultam o controle terapêutico. A disbiose refere-se à alteração na composição da microbiota cutânea, favorecendo o crescimento de microrganismos potencialmente patogênicos e comprometendo a barreira cutânea. A colonização por S. aureus está claramente associada à severidade da doença, pois suas toxinas exacerbam a resposta inflamatória e aumentam a suscetibilidade a infecções secundárias. Compreender esses mecanismos tem implicações diretas na abordagem clínica da dermatite atópica grave.Objetivo: Analisar o impacto da disbiose cutânea e da colonização por Staphylococcus aureus no controle da dermatite atópica grave e discutir implicações terapêuticas baseadas em evidências de sociedades médicas e artigos de renome. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica, com base em artigos publicados em periódicos de alto impacto e em diretrizes de sociedades dermatológicas, como a American Academy of Dermatology (AAD) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Foram incluídos estudos que investigaram a relação entre microbiota cutânea, colonização por S. aureus e desfechos clínicos na dermatite atópica, priorizando trabalhos com metodologia robusta e relevância clínica. Discussão e Resultados: Diversos estudos demonstram que pacientes com dermatite atópica grave apresentam redução da diversidade microbiana cutânea, com predominância de S. aureus, em comparação com indivíduos saudáveis. Essa colonização favorece a produção de toxinas, como superantígenos, que ativam células T de forma não específica, intensificando a inflamação e agravando a lesão cutânea. A presença de S. aureus também está associada a maior frequência de exacerbações e resistência às terapias convencionais, como corticosteróides tópicos e imunomoduladores. Estratégias terapêuticas que visam restaurar a microbiota, como o uso de prebióticos, probióticos tópicos e terapias antimicrobianas seletivas, têm mostrado benefício em reduzir a carga de S. aureus e melhorar os sinais clínicos. Além disso, medidas que reforçam a barreira cutânea, como hidratantes específicos e agentes bloqueadores anti-inflamatórios, desempenham papel complementar importante. Conclusão: A disbiose cutânea e a colonização por Staphylococcus aureus exercem influência significativa na gravidade e no controle da dermatite atópica grave. A compreensão desses mecanismos amplia as opções terapêuticas e enfatiza a importância de abordagens que considerem a microbiota como alvo clínico, além das terapias anti-inflamatórias convencionais.

Fields of Study & Subjects

Dermatology and Skin Diseases Neonatal skin health care Psoriasis: Treatment and Pathogenesis

Publication details

Journal / source
A R International Health Beacon Journal (ISSN 2966-2168)
Volume
3
Issue
1
Pages
25–36
Publication date
7 January 2026