INFLUENZA EM CRIANÇAS: EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO NA PRÁTICA CLÍNICA

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Authors: Maria Eduarda Gonçalves, Lara Isolda Alves Machado, Daffny Gomes Aguiar, Gabriel Marques de Carvalho Neto, Sônia Mara Meyerheim Schebeski, Paulo Henrique Fugi, Willian Sandim de Castro Borges, Luiz Cláudio Araújo Oliveira Rosas de Melo, Luiz Cláudio Araújo Oliveira Rosas de Melo, Karolayne Kelyn Brandalise
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Abstract

Introdução: A influenza é uma infecção viral respiratória aguda de grande relevância na pediatria, associada a elevada morbidade, especialmente em lactentes, pré-escolares e crianças com comorbidades. Em crianças, a doença apresenta alta taxa de transmissão comunitária e impacto significativo nos serviços de saúde, sobretudo durante os períodos sazonais. Além das manifestações respiratórias clássicas, a influenza pode cursar com complicações graves, como pneumonia viral ou bacteriana secundária, exacerbação de doenças crônicas e, em casos raros, comprometimento neurológico. No contexto brasileiro, a vigilância epidemiológica e a imunização anual desempenham papel central na redução da carga da doença e de suas consequências clínicas. Objetivo: Analisar os principais aspectos da influenza em crianças, abordando epidemiologia, diagnóstico, tratamento e estratégias de prevenção, com foco na prática clínica baseada em evidências. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em diretrizes e consensos de sociedades médicas reconhecidas, incluindo sociedades pediátricas e órgãos oficiais de saúde, além de artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto. Foram priorizados estudos recentes, com ênfase em recomendações aplicáveis à realidade clínica pediátrica e ao contexto do sistema de saúde brasileiro. Discussão e Resultados: A epidemiologia da influenza infantil evidencia maior incidência em menores de cinco anos, com papel relevante das crianças como reservatório e disseminadoras do vírus. O diagnóstico é predominantemente clínico durante surtos sazonais, baseado em febre súbita, sintomas respiratórios e mialgia, sendo os testes laboratoriais reservados para casos graves, hospitalizados ou de risco. O tratamento é majoritariamente de suporte, incluindo hidratação e controle de sintomas, enquanto o uso de antivirais é indicado precocemente em crianças com maior risco de complicações ou evolução desfavorável. A prevenção destaca-se como a estratégia mais eficaz, sobretudo por meio da vacinação anual, que reduz hospitalizações, gravidade da doença e mortalidade. Medidas não farmacológicas, como higiene das mãos e etiqueta respiratória, complementam o controle da transmissão. Conclusão: A influenza em crianças permanece um desafio relevante na prática clínica, exigindo reconhecimento precoce, manejo adequado e forte ênfase em estratégias preventivas. A integração entre vigilância epidemiológica, vacinação e condutas clínicas baseadas em evidências é fundamental para reduzir o impacto da doença na população pediátrica.

Fields of Study & Subjects

Animal Law and Welfare Respiratory viral infections research Education during COVID-19 pandemic

Publication details

Journal / source
A R International Health Beacon Journal (ISSN 2966-2168)
Volume
3
Issue
1
Pages
01–12
Publication date
7 January 2026