INFLUENZA EM CRIANÇAS: EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO NA PRÁTICA CLÍNICA
Abstract
Introdução: A influenza é uma infecção viral respiratória aguda de grande relevância na pediatria, associada a elevada morbidade, especialmente em lactentes, pré-escolares e crianças com comorbidades. Em crianças, a doença apresenta alta taxa de transmissão comunitária e impacto significativo nos serviços de saúde, sobretudo durante os períodos sazonais. Além das manifestações respiratórias clássicas, a influenza pode cursar com complicações graves, como pneumonia viral ou bacteriana secundária, exacerbação de doenças crônicas e, em casos raros, comprometimento neurológico. No contexto brasileiro, a vigilância epidemiológica e a imunização anual desempenham papel central na redução da carga da doença e de suas consequências clínicas. Objetivo: Analisar os principais aspectos da influenza em crianças, abordando epidemiologia, diagnóstico, tratamento e estratégias de prevenção, com foco na prática clínica baseada em evidências. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em diretrizes e consensos de sociedades médicas reconhecidas, incluindo sociedades pediátricas e órgãos oficiais de saúde, além de artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto. Foram priorizados estudos recentes, com ênfase em recomendações aplicáveis à realidade clínica pediátrica e ao contexto do sistema de saúde brasileiro. Discussão e Resultados: A epidemiologia da influenza infantil evidencia maior incidência em menores de cinco anos, com papel relevante das crianças como reservatório e disseminadoras do vírus. O diagnóstico é predominantemente clínico durante surtos sazonais, baseado em febre súbita, sintomas respiratórios e mialgia, sendo os testes laboratoriais reservados para casos graves, hospitalizados ou de risco. O tratamento é majoritariamente de suporte, incluindo hidratação e controle de sintomas, enquanto o uso de antivirais é indicado precocemente em crianças com maior risco de complicações ou evolução desfavorável. A prevenção destaca-se como a estratégia mais eficaz, sobretudo por meio da vacinação anual, que reduz hospitalizações, gravidade da doença e mortalidade. Medidas não farmacológicas, como higiene das mãos e etiqueta respiratória, complementam o controle da transmissão. Conclusão: A influenza em crianças permanece um desafio relevante na prática clínica, exigindo reconhecimento precoce, manejo adequado e forte ênfase em estratégias preventivas. A integração entre vigilância epidemiológica, vacinação e condutas clínicas baseadas em evidências é fundamental para reduzir o impacto da doença na população pediátrica.
Fields of Study & Subjects
Animal Law and Welfare
Respiratory viral infections research
Education during COVID-19 pandemic
Publication details
- Journal / source
- A R International Health Beacon Journal (ISSN 2966-2168)
- Volume
- 3
- Issue
- 1
- Pages
- 01–12
- Publication date
- 7 January 2026