GÊNERO, EMPREENDEDORISMO E PRÁTICA ORGANIZATIVA
Abstract
Os discursos normalizadores sobre o empreendedorismo têm posicionado este fenômeno como algo inquestionavelmente positivo e neutro em termos de gênero. Visto como alternativa à desaceleração econômica, especialmente para as mulheres, o empreendedorismo tende a ser compreendido por meio de uma lógica linear, desconsiderando aspectos relacionados a barreiras, desafios e possibilidades de compreensão alternativa do tema, a partir das subjetividades de quem empreende e do olhar processual voltado para o que significa empreender. Assim, o objetivo deste artigo é analisar as relações de poder e possibildades de resistência existentes nos discursos de mulheres negras que empreendem em segmentos dominados pelo masculino. Para isso, 14 mulheres pertencentes a um instituto de tecnologia social e inovação da Grande Vitória, no Espírito Santo, foram entrevistadas. Os dados, produzidos foram submetidos à análise do discurso proposta por Michel Foucault. Os resultados demonstraram a existência de poder disciplinar e biopoder que regem as formas de agir dessas mulheres no empreendedorismo. Entretanto, foi possível identificar também possibilidades de resistência, por meio da resistência como reexistência enquanto mulher e enquanto empreendedora. Importante destacar a influência dos aspectos raciais associados às subjetividades sobre o que para essas mulheres significa empreender.
Fields of Study & Subjects
Entrepreneurship Studies and Influences
Migration
Ethnicity
and Economy
Race
Identity
and Education in Brazil
Publication details
- Journal / source
- DOAJ (DOAJ: Directory of Open Access Journals)
- Publication date
- 1 January 2026
- Language
- PT